As unidades de manutenção de stock (SKUs) são a espinha dorsal de uma gestão de inventário bem-sucedida para empresas de todos os tamanhos. Quer gira uma loja online, um armazém ou opere uma loja física, implementar um sistema robusto de SKUs ajuda a acompanhar os produtos, a prevenir ruturas de stock e a maximizar a rentabilidade.
Aqui obterá orientação sobre tudo o que precisa de saber acerca dos SKUs, desde compreender o seu propósito básico até implementar estratégias avançadas que impulsionam o crescimento empresarial. Aprenderá a criar SKUs eficazes para as necessidades específicas do seu negócio e a evitar as armadilhas mais comuns que podem prejudicar os seus esforços de gestão de inventário.
O que é uma unidade de manutenção de stock (SKU)?
Uma unidade de manutenção de stock é um código alfanumérico criado internamente pelos vendedores para identificar, receber e localizar o seu inventário de produtos (também é conhecido como "stock"). Este tipo de código, composto por letras e números, é mais comummente conhecido como SKU. É boa prática (para as empresas) atribuir um SKU único a cada um dos seus produtos.
Definição de SKU e características principais
Um SKU é um identificador interno único que as empresas criam para acompanhar e gerir o seu inventário de forma eficiente. Ao contrário de outros códigos de produto, os SKUs são completamente personalizáveis e concebidos para satisfazer as necessidades específicas do seu negócio.
As características dos SKUs incluem:
- Formato alfanumérico (que combina letras e números);
- Legível por humanos sem equipamento especial;
- Único para cada variante de produto;
- Criado e controlado pelo vendedor;
- Tipicamente sucinto para facilitar a leitura (por exemplo, 8 a 12 caracteres), mas não existe um comprimento máximo universal.
Porque é que os SKUs são importantes para a gestão de inventário?
Os SKUs formam a base dos sistemas modernos de gestão de inventário. Segundo a McKinsey, pelo menos 50% das tarefas de retalho podem ser automatizadas, sendo o acompanhamento com base em SKUs um componente crítico.
A gestão eficaz de SKUs ajuda as empresas a:
- Acompanhar os níveis de inventário em múltiplas localizações em tempo real.
- Identificar produtos de rotação rápida e lenta.
- Prevenir ruturas de stock e situações de excesso de stock.
- Simplificar os processos de reposição.
- Melhorar a precisão dos pedidos e a velocidade de cumprimento.
Onde são utilizados os SKUs?
Os SKUs estão presentes em todo o panorama retalhista, funcionam como uma linguagem universal para a identificação de produtos.
Encontrará SKUs em:
- Armazéns.
- Lojas de retalho.
- Catálogos.
- Lojas online.
- Centros de cumprimento de produtos.
Os SKUs ajudam as empresas a contabilizar, de forma mais precisa e fácil, cada peça do seu inventário em todas as suas localizações. Por exemplo, se gere uma loja física, é melhor atribuir SKUs a todos os seus produtos antes de realizar uma auditoria de inventário. Tal será uma boa forma de obter uma imagem completa e precisa do seu stock, ademais, torna o processo de auditoria mais eficiente e digitalizável para a sua equipa.
Benefícios de utilizar SKUs
Implementar um sistema de SKU bem concebido traz benefícios operacionais e financeiros para empresas de todos os tamanhos. Segundo a Mordor Intelligence, espera-se que a indústria global de retalho atinja um valor de 41,53 biliões de dólares entre 2026 e 2031 (artigo apenas em inglês), e a gestão eficiente de inventário através de SKUs é cada vez mais importante para capturar quota de mercado.
Os principais benefícios de utilizar SKUs incluem:
- Visibilidade melhorada do inventário: os SKUs proporcionam uma visão instantânea dos níveis de stock, localizações e padrões de movimento. Esta visibilidade ajuda a prevenir ruturas de stock dispendiosas que podem originar vendas perdidas e clientes descontentes.
- Análise de rentabilidade melhorada: ao acompanhar as vendas ao nível do SKU, as empresas podem identificar os seus produtos com maior e menor rentabilidade. Estes dados orientam a tomada de melhores decisões de compra e ajudam a otimizar o mix de produtos.
- Cumprimento de pedidos mais rápido: a rotulagem clara de SKUs reduz erros de picking e acelera o processo de cumprimento. Desta forma, o pessoal consegue localizar rapidamente os produtos sem confusões, e isto, melhora a satisfação do cliente.
- Melhor previsão de procura: os dados históricos de SKU revelam tendências sazonais e padrões de compra, como tal, permitem um planeamento de inventário mais preciso e há uma redução dos custos de manutenção.
- Venda multicanal simplificada: os SKUs ajudam a manter um acompanhamento consistente do inventário em lojas online, localizações físicas e marketplaces, assim não vende mais do que tem em stock e melhora a experiência do cliente.
Como criar SKUs em 5 passos?
- Definir a estrutura do SKU
- Escolher os identificadores
- Estabelecer limites de caracteres
- Criar o modelo de SKU
- Testar e implementar
Criar um sistema de SKU eficaz requer um planeamento cuidadoso e consistência. Siga esta estrutura comprovada para desenvolver SKUs que irão crescer com o seu negócio e melhorar a eficiência operacional.
1. Definir a estrutura do SKU
Comece por determinar qual é a informação que os seus SKUs precisam de transmitir.
Elementos comuns a incluir são:
- Categoria ou tipo de produto.
- Marca ou fornecedor (para retalhistas multimarca).
- Atributos principais (tamanho, cor, material).
- Identificadores de localização (para empresas com múltiplas localizações).
Documente a sua estrutura antes de criar quaisquer SKUs, para garantir consistência em todo o catálogo.
2. Escolher os identificadores
Selecione abreviações significativas que a sua equipa possa facilmente compreender e lembrar.
As melhores práticas incluem:
- Usar as primeiras duas a três letras de palavras descritivas (por exemplo, PRT para preto, GRD para grande).
- Evitar caracteres de aparência similar (O e 0, I e 1) sempre que possível.
- Ser consistente com as abreviações em todos os produtos.
- Criar uma lista de principais abreviações aprovadas para consultar ao criar SKUs para novos produtos no futuro.
3. Estabelecer limites de caracteres
Estabeleça limites claros para cada componente do SKU para manter a consistência. Estes limites de caracteres dependem principalmente de si, embora certas plataformas de inventário possam ter os seus próprios limites. Por exemplo, a Shopify aceita SKUs até 16 caracteres, enquanto os SKUs da Amazon podem estender-se até 40 caracteres.
Um produto com múltiplos atributos pode ter um comprimento de SKU semelhante a algo deste género:
- Categoria de produto: 3 caracteres.
- Atributos de produto: 2 a 3 caracteres por cada atributo.
- Comprimento total do SKU: 8 a 12 caracteres.
Lembre-se de que os SKUs mais curtos são, em regra, mais fáceis de gerir; no entanto, devem incluir informação suficiente para serem úteis e claramente distintos entre si.
4. Criar o modelo de SKU
Desenvolva um modelo padronizado que todos os membros da equipa possam seguir.
Um modelo típico de SKU pode assumir a seguinte forma:
[Categoria]-[Marca]-[Estilo]-[Cor]-[Tamanho]
Exemplo: TS-NI-GLA-AZL-M (T-shirt, Nike, Gola redonda, Azul, Médio).
Teste o seu modelo com vários produtos para garantir que funciona em todo o seu inventário.
5. Testar e implementar
Antes de implementar o seu sistema de SKU:
- Crie SKUs para um conjunto de produtos de amostra.
- Peça aos membros da equipa para praticarem a sua utilização.
- Identifique qualquer confusão ou ineficiência.
- Aprimore o seu sistema com base no feedback.
- Dê formação sobre o sistema final a todo o pessoal.
- Documente o processo para referência futura.
Melhores práticas de SKU e formatos comuns
Seguir as melhores práticas da indústria é uma forma de garantir que o seu sistema de SKU se mantém organizado e eficaz, mesmo à medida que o seu negócio cresce.
Aqui estão algumas estratégias comprovadas de SKU e diretrizes de formatação utilizadas por retalhistas de sucesso:
- Comece com algo genérico, depois vá especificando: inicie o seu SKU com a categoria mais ampla e afunile para atributos específicos. Isto cria uma hierarquia lógica que é fácil de navegar. Isto também ajuda a garantir que cada SKU é único em todo o seu inventário.
- Use uma formatação consistente: mantenha a mesma ordem de atributos em todos os SKUs. Se começar com categoria-cor-tamanho para um produto, use essa mesma ordem para todos os produtos. Mantenha a consistência ao usar letras maiúsculas, em vez de alternar entre maiúsculas e minúsculas.
- Evite símbolos especiais e espaços: limite-se apenas a letras e números. Usar símbolos especiais (por exemplo, @, #, $, %, &) ou deixar espaços entre caracteres pode causar erros de sistema com o software de gestão de inventário e sistemas de código de barras. Uma exceção a esta regra são os hífenes; os hífenes são uma opção de caracter aceitável e comum em SKUs e ajudam a separar as secções para melhorar a legibilidade.
- Planeie com o crescimento em mente: deixe espaço na estrutura do seu SKU para novos produtos, categorias ou atributos que possa adicionar no futuro.
Após criar os seus SKUs, teste-os com os seus leitores de código de barras e software de inventário. Tal ajuda a identificar áreas de melhoria e a garantir que cada SKU é funcional e está ligado à variante de produto correta.
Qual deve ser o comprimento dos SKUs?
O comprimento ideal do SKU equilibra a informação necessária com a praticidade. Quanto mais curtos forem os seus SKUs, mais facilmente podem ser compreendidos por si e pela sua equipa, mas o comprimento dos caracteres não é tudo.
Normalmente, sugere-se limitar cada um dos seus SKUs a não mais de 12 caracteres, mas os comprimentos reais dos SKUs variam bastante entre indústrias e plataformas de inventário. Em vez de se focar apenas no comprimento do SKU, priorize a clareza, a consistência e a legibilidade nos seus SKUs — depois identifique áreas onde pode reduzir qualquer excesso e ser mais conciso.
Erros comuns de SKU a evitar
Até mesmo os retalhistas experientes podem cair nestas armadilhas comuns de SKU. Aprenda com estes erros para criar um sistema mais robusto desde o início.
Eis alguns erros de SKU a evitar:
- Começar com zeros: muitos programas de folha de cálculo eliminam os zeros iniciais, o que pode corromper os seus dados de SKU. Comece sempre os SKUs com letras.
- Usar números de fabricante como SKUs: embora seja tentador, os números de fabricante não refletem as suas necessidades de organização interna e podem mudar sem aviso. Mantenha o controlo do seu inventário aderindo ao seu próprio sistema de SKU.
- Criar SKUs excessivamente complexos: os SKUs longos e complicados aumentam a probabilidade de erros e atrasam as operações. Mantenha-os o mais simples e descritivos possível.
- Reutilizar SKUs antigos: assim que um produto é descontinuado, retire o seu SKU permanentemente. Reutilizar SKUs cria confusão nos dados históricos e relatórios.
- Ignorar o crescimento: um sistema de SKU que funciona para 100 produtos pode falhar com 10 000. Planeie para o crescimento desde o início.
- Abreviações inconsistentes: usar tanto "AZL" como "AZ" para azul em diferentes produtos cria confusões desnecessárias.
- Esquecer-se das variantes: garanta que o seu sistema consegue trabalhar com todas as variações de produto, incluindo aquelas que pode adicionar mais tarde.
Exemplos de SKU por tipo de negócio
Os atributos e formatação dos seus SKUs dependem tipicamente das convenções de produto do seu tipo de negócio ou indústria.
Por exemplo, aqui estão alguns formatos comuns de SKU por indústria:
- Retalho de moda: [Categoria]-[Marca]-[Estilo]-[Cor]-[Tamanho].
- Eletrónica: [Tipo]-[Marca]-[Modelo]-[Capacidade]-[Cor].
- Artigos para a casa: [Divisão]-[Categoria]-[Material]-[Tamanho]-[Cor].
- Produtos alimentares: [Categoria]-[Marca]-[Sabor]-[Tamanho]-[Embalagem].
Vejamos alguns exemplos mais aprofundados de SKUs que mostram como vários tipos de empresas estruturam os seus identificadores de produto.
SKU de negócio de retalho multimarca
Se é uma empresa que revende produtos de várias marcas ou fabricantes, precisará de formatos de SKU que acomodem múltiplas variáveis. Pois o seu SKU tem de contabilizar não só as características comuns como o tamanho, a cor e o tipo de produto, como também quem fabricou o produto.
Por exemplo, um retalhista de calçado de bairro pode vender sapatos de várias marcas. Isto requer acompanhar inventário por marca juntamente com o estilo, o tamanho e a cor.
Pense neste exemplo, onde um retalhista de calçado cria um SKU para um dos seus produtos da marca Allbirds: os ténis Women's Tree Runner NZ.
O SKU para este produto em azul-marinho tamanho 39 feminino poderia assemelhar-se a algo deste género:
AB-TEN-AM-F39
Esse SKU traduzir-se-ia em:
- AB: a marca ou fabricante do produto, neste caso a Allbirds.
- TEN: o tipo ou estilo do produto, neste caso um ténis.
- AM: a cor do produto, neste caso azul-marinho.
- F39: o tamanho do produto, incluindo a designação de género, neste caso seria feminino tamanho 39.
SKU de negócio DTC de marca única
As marcas direto-ao-consumidor (DTC) que vendem exclusivamente os seus próprios produtos têm prioridades diferentes de SKU. Neste caso, ao contrário de uma loja de retalho que vende produtos de múltiplas marcas, não precisa de incluir códigos de fabricante nos seus SKUs.
Por exemplo, para simplificar as operações de armazém, a marca de roupa unissexo TomboyX pode organizar os seus SKUs com base em detalhes como o tipo de vestuário, tipo de tecido, tamanhos e coleção de vestuário. Como não categorizam os seus produtos por género, este atributo de vestuário é desnecessário na estrutura do SKU.
Se estivesse a criar um SKU para o TomboyX Essentials Soft Bra - Black Retro Logo, centrar-se-ia nos atributos de produto mais relevantes.
O SKU para este produto em tamanho 3XL poderia assemelhar-se a algo deste género:
SUT-RTR-PRT-3XL
Este SKU traduzir-se-ia em:
- SUT: o tipo de vestuário, neste caso um sutiã.
- RTR: a coleção do produto, neste caso a coleção Retro.
- PRT: a cor primária do produto, neste caso preto.
- 3XL: tamanho do produto, neste caso um 3XL unissexo.
Exemplos de SKU de vendedor de marketplace
Se vende em múltiplos mercados online (por exemplo, Amazon, eBay ou Etsy), o seu sistema de SKU tem de ter considerações adicionais.
Os vendedores de marketplace costumam incluir identificadores de canal para acompanhar onde ocorrem as vendas e gerir o inventário específico do canal. Este processo ajuda os vendedores de marketplace a identificar rapidamente a que canal é que o inventário está alocado, o que ajuda a prevenir vendas excessivas entre plataformas.
O formato para uma estrutura de SKU de marketplace pode assemelhar-se a algo deste género:
[Canal]-[Categoria]-[Marca]-[Modelo]-[Variante]
Por exemplo, um vendedor da Amazon pode criar um SKU como este:
AZ-EL-AP-I15-PT-128
Este SKU traduzir-se-ia em:
- AZ: Marketplace (Amazon).
- EL: categoria (Eletrónica).
- AP: marca (Apple).
- I15: modelo (iPhone 15).
- PT: cor (Preto).
- 128: capacidade de armazenamento (128 GB).
SKU vs. outros identificadores de produto
Compreender as diferenças entre SKUs e outros identificadores de produto é fundamental para fazer uma gestão eficaz de inventário. Cada identificador serve um propósito específico no ecossistema retalhista.
Tabela de comparação SKU vs. UPC
|
Característica |
SKU |
UPC |
|---|---|---|
|
Criado por |
Retalhista/vendedor individual. |
Fabricante (padrão GS1). |
|
Formato |
Alfanumérico, personalizável. |
Código de barras numérico de 12 dígitos. |
|
Singularidade |
Único para cada empresa. |
Universal em todos os retalhistas. |
|
Propósito |
Acompanhamento interno de inventário. |
Ponto de venda, cadeia de abastecimento. |
|
Digitalizável |
Pode ser digitalizável, mas não é obrigatório. |
Sempre um código de barras digitalizável. |
|
Comprimento |
Variável (4 a 12 ou mais caracteres). |
Fixo (12 dígitos). |
|
Legível por humanos |
Sim, feito para humanos. |
Não é facilmente interpretável por humanos. |
SKU vs. números de modelo
Os números de modelo são diferentes dos SKUs. Cada número de modelo único é gerado pelo fabricante do produto e não pode ser alterado pelos retalhistas.
Enquanto os SKUs costumam ser códigos internos que os clientes não veem, os números de modelo são visíveis e úteis para os clientes. Como o número de modelo de um produto é o mesmo independentemente de onde é comprado, os clientes podem usar o número de modelo ao contactar a linha de apoio do fabricante.
SKU vs. números de série
Os números de série normalmente são usados para os produtos eletrónicos de consumo, como telemóveis, consolas de jogos e eletrodomésticos de cozinha.
O termo “número de modelo” é por vezes utilizado de forma intercambiável com “número de série”, mas são conceitos tão distintos quanto os diferentes tipos de SKUs. Tal como acontece com os números de modelo, cada número de série é atribuído pelo fabricante e não pode ser personalizado pelos vendedores.
No entanto, ao contrário dos números de modelo, cada número de série é único para cada unidade individual, e não é partilhado com quaisquer outros produtos no seu modelo ou noutro lugar.
Os números de série são voltados para o cliente, ou seja, são fáceis de localizar e identificar pelos clientes. Por exemplo, é comum os fabricantes solicitarem o número de série de um produto para processar uma devolução ou reparação.
SKU vs. ASIN (para vendedores de marketplace)
Os Números de Identificação Padrão da Amazon (ASINs) são outro identificador importante para vendedores de e-commerce. Compreender a distinção entre ASINs e SKUs ajuda os vendedores de marketplaces a gerir o inventário eficazmente.
Aqui estão as principais diferenças:
- Os ASINs são únicos ao catálogo da Amazon e atribuídos pela Amazon.
- Um produto tem o mesmo ASIN em todos os vendedores da Amazon.
- Os SKUs permanecem únicos ao seu negócio, mesmo quando vende na Amazon.
- Mapeará os seus SKUs junto dos ASINs da Amazon na sua conta de vendedor.
- Os ASINs têm 10 caracteres de comprimento e começam com "B0."
Dica profissional: inclua o ASIN na sua documentação interna, mas mantenha o seu sistema de SKU independente para maior flexibilidade entre canais de venda.
Estratégias avançadas de SKU
Uma vez dominada a criação básica de SKUs, estas estratégias avançadas podem ajudar a otimizar a sua gestão de inventário e aumentar a rentabilidade. Com 70% dos líderes de retalho a dependerem da análise de dados (artigo apenas em inglês) para orientar decisões de compra, a gestão sofisticada de SKUs tornou-se essencial para obter vantagem competitiva.
Usar SKUs para a previsão de inventário
Os dados ao nível do SKU fornecem as perceções granulares necessárias para uma previsão precisa de inventário.
Ao analisar padrões de vendas históricos ao nível do SKU, pode:
- Identificar tendências sazonais: acompanhe quais os SKUs que aumentam durante épocas específicas do ano e planeie o inventário em conformidade. Por exemplo, um retalhista de roupa pode notar que o SKU CS-GN-AZL-G (casaco de ganga azul, grande) vende três vezes mais unidades durante a época de outono. Agora, este retalhista sabe que deve armazenar quantidades mais altas desse produto nessa altura do ano.
- Calcular pontos de reposição: use a fórmula (Vendas diárias médias × Tempo de entrega) + Stock de segurança. O acompanhamento ao nível do SKU faz com que este cálculo seja preciso para cada variante de produto. Por exemplo, uma marca de vestuário pode ter uma camisola de alças popular em rosa choque que vende duas vezes mais rapidamente que a variante de produto verde-azulado da mesma camisola. Com acompanhamento ao nível do SKU, pode definir diferentes pontos de reposição para cada uma dessas variantes de produto para refletir as suas necessidades de stock.
- Otimizar níveis de stock: assim mantém apenas inventário suficiente para satisfazer a procura sem imobilizar capital excessivo em SKUs de rotação lenta.
Análise de velocidade e rentabilidade de SKU
A velocidade de SKU mede quão rapidamente os produtos vendem através do seu inventário. Como cada SKU está a vender a uma taxa diferente, esta métrica ajuda a acompanhar essas velocidades variáveis de SKU e a manter níveis de stock saudáveis em conformidade.
Existem algumas fórmulas diferentes que as empresas usam para calcular a velocidade de SKU, mas aqui está a fórmula mais comum (artigo apenas em inglês):
Rácio de velocidade de SKU = Custo dos produtos vendidos (CPV) ÷ Valor médio do inventário
Quando usa esta fórmula para cada um dos seus SKUs, consegue descobrir o rácio de velocidade de cada SKU. Normalmente, considera-se que um rácio de velocidade de inventário entre 2 a 4 (artigo apenas em inglês) tem uma rotação saudável. Isso significa que um SKU está a ser reabastecido duas a quatro vezes anualmente (ou seja, à velocidade média).
Para os SKUs com um rácio de velocidade acima de 4, pode querer encontrar formas de aumentar as quantidades de encomenda para reduzir os custos por unidade desses SKUs de alta velocidade.
Por outro lado, se algum dos seus SKUs tem um rácio de velocidade de 1 ou inferior, talvez seja altura de reavaliar se esses produtos valem a pena armazenar. Os SKUs de baixa velocidade imobilizam capital e espaço de armazém que poderiam ser usados para produtos mais rentáveis. Considere marcar esses SKUs para limpar stock morto, ou repense a sua estratégia de marketing para ver se consegue fazer essas unidades moverem-se mais rapidamente.
Uma vez que tenha estes dados de velocidade de SKU, pode usá-los como parte da análise de rentabilidade da sua loja. Em resumo: quando consegue identificar os seus SKUs mais rentáveis, pode alocar recursos em conformidade para aumentar o fluxo de caixa e aumentar as suas margens.
Automatizar a gestão de SKU
Os sistemas modernos de gestão de inventário podem automatizar muitas tarefas relacionadas com os SKUs, tal melhora a precisão e poupa-lhe tempo.
As principais oportunidades de automação de SKUs incluem:
- SKUs gerados automaticamente: configure regras no seu sistema para criar automaticamente SKUs para novos produtos baseados nos seus atributos. Isto é uma forma de garantir consistência e poupa tempo durante a integração de produtos.
- Impressão de códigos de barras: integre o seu sistema de SKU com impressoras de etiquetas para gerar automaticamente códigos de barras digitalizáveis quando os produtos chegam.
- Alertas de stock baixo: configure as notificações automáticas quando as quantidades de SKU caem abaixo dos limites predeterminados.
- Automação de reposição: configure o seu sistema para criar automaticamente ordens de compra para SKUs de alta velocidade quando estes atingem pontos de reposição.
- Sincronização entre canais: use um software de gestão de inventário que atualiza automaticamente as quantidades de SKU em todos os canais de venda quando ocorre uma venda.
Segundo dados recentes de tendências de retalho (artigo apenas em inglês), os retalhistas que implementam a automação ao nível do SKU reportam menos 30% de ruturas de stock e uma redução de 25% no excesso de inventário.
Perguntas frequentes sobre o que é o SKU
O que é um exemplo de uma unidade de manutenção de stock?
Uma unidade de manutenção de stock (SKU) identifica um produto, normalmente é atribuído por um retalhista ou fabricante. É usado para acompanhar inventário e está tipicamente associado ao código de barras de um produto. Um exemplo de SKU é o XYZ-12345. Este seria o identificador único para uma variante específica de produto. Se quer criar um código de barras a partir do seu código SKU, experimente o gerador gratuito de códigos de barras da Shopify.
Como crio SKUs para os meus produtos?
Para criar SKUs para os seus produtos, siga estes passos:
- Identifique os principais atributos que diferenciam os seus produtos (por exemplo, categoria, marca, tamanho, cor).
- Crie abreviações curtas para cada atributo.
- Combine essas abreviações numa ordem consistente, talvez separadas por hífenes.
Por exemplo, uma t-shirt azul grande pode tornar-se "TS-AZL-GRD" como SKU. Tente manter os comprimentos de SKU concisos para garantir uma ótima usabilidade, e documente as suas convenções de nomenclatura para referência da equipa.
O que é o SKU? E um código de barras? Qual a diferença?
Um SKU é um código alfanumérico interno que cria para acompanhar inventário, enquanto um código de barras (UPC) é uma imagem digitalizável com um número padronizado de 12 dígitos atribuído pelo fabricante. Os SKUs são únicos ao seu negócio e são legíveis por humanos, enquanto os códigos de barras são universais para todos os retalhistas que vendem esse produto. Pode criar os seus próprios SKUs, mas não pode criar os seus próprios códigos de barras UPC — estes devem ser obtidos junto da GS1 ou vir do fabricante.
Posso alterar SKUs depois de os criar?
Embora seja tecnicamente possível, alterar SKUs após a implementação deve ser evitado. Alterar SKUs pode perturbar o acompanhamento de inventário, criar discrepâncias nos dados históricos de vendas e confundir a equipa. Se deve alterar um SKU, faça-o durante um período calmo, atualize todos os sistemas simultaneamente, mantenha uma folha de referência cruzada para ligar os SKUs antigos aos novos, e comunique claramente as mudanças a todos os membros da equipa. É melhor planear o seu sistema de SKU, cuidadosamente, desde o início para evitar fazer mudanças mais tarde.
Como é que os SKUs ajudam na gestão de inventário?
Os SKUs são fundamentais para uma gestão eficaz do inventário, pois permitem acompanhar com precisão cada variante de produto em diferentes localizações e canais de venda. Contribuem para uma maior exatidão do inventário e ajudam a prevenir ruturas de stock, ao possibilitarem cálculos rigorosos dos pontos de reposição.
Além disso, permitem reduzir custos de armazenamento ao identificar produtos de rotação lenta, melhorar a precisão das encomendas através de uma identificação clara dos artigos, apoiar análises detalhadas de vendas e previsões de procura, e facilitar uma organização eficiente do armazém e dos processos de picking.
Quantos SKUs deve ter uma pequena empresa?
Não existe um requisito universal para o número de SKUs que cada pequena empresa deve ter. O número de SKUs que cria deve corresponder ao número de variantes de produto que armazena. Por exemplo, uma marca de beleza DTC que vende 20 produtos, cada um com cinco variantes de cor, teria de criar um sistema de 100 SKUs únicos.


